Contra-razões.
Mas fora dessa lei há uma gente que pulsa talento. Há dança, vida , arte.
Além dessas capas pretas, dessas togas andrógenas há formas , cores, movimento, idéias.
Pessoas dançam, pintam, falam e cantam idéias, concretizando o abstrato discutido nos tribunais.
A vida real é mais leve, usa sapatilhas de balé, tem ritmo, cadência.
A periferia se acende, e em cada casa de reboco há um talento. A manifestação da arte é a manifestação da vida e da vitória sobre a morte.
Fora dessas cortinas, desta condição, há grupos, espetáculo, risos, aplausos, platéia. São pessoas que vivem a doutrina , que criam novas teses, novas fórmulas. Recriam o que parecia imutável para os clássicos e neoclássicos.
Essa mistura de cores que me fascina, me fez sentir a vida em seu sentido maior: é o Bumba, é o Folguedo, a 1ª bailarina, a menina que ensaia o primeiro passo.
O talento de pessoas que colocam alma em tudo que tocam, luz nas trevas, calor, vibração.
Não usam máscaras, mas se revelam como seres únicos mas coletivos, de personalidades que integram todas as personalidades.
E com eles sou feliz... e bailo, bailo...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ninguém lê mais poesia hoje em dia
são tantas informaçoes, tantos dados
é orkut, msn, e-mails em enxurrada
Acabaram com a poesia
nas relações
nos inícios e nos finais
e nos meios, que ficam assim
como caminhos sem flores,
sem palavras para guardar na lembrança
E as caixas de papéis, a serem revirados de vez em quando
para lembrar de quem fomos, o que sentimos
vao ficando vazias
vazias de pessoas
de sentimentos
de referências
Quem foi que escreveu isso mesmo?
quando foi?
quem fui eu?
slides me facilitam a leitura em mensagens digitalizadas
que com certeza vou esquecer
vão se apagar, junto com os modismos
com a memória do computador
Ninguém mais quer saber de ler poesia
de ser poesia
de olhar e tocar a vida com a lentidão e a paciencia do poeta
de sentir o poder das palavras
do som
do cheirinho de papel
do tempo que nao é perdido,
do tempo para encher o coração, para inspirar-se
para fazer-se grande
no instante do poema.
são tantas informaçoes, tantos dados
é orkut, msn, e-mails em enxurrada
Acabaram com a poesia
nas relações
nos inícios e nos finais
e nos meios, que ficam assim
como caminhos sem flores,
sem palavras para guardar na lembrança
E as caixas de papéis, a serem revirados de vez em quando
para lembrar de quem fomos, o que sentimos
vao ficando vazias
vazias de pessoas
de sentimentos
de referências
Quem foi que escreveu isso mesmo?
quando foi?
quem fui eu?
slides me facilitam a leitura em mensagens digitalizadas
que com certeza vou esquecer
vão se apagar, junto com os modismos
com a memória do computador
Ninguém mais quer saber de ler poesia
de ser poesia
de olhar e tocar a vida com a lentidão e a paciencia do poeta
de sentir o poder das palavras
do som
do cheirinho de papel
do tempo que nao é perdido,
do tempo para encher o coração, para inspirar-se
para fazer-se grande
no instante do poema.
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