sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ainda brigo para nascer
Da outra encarnação guardo ainda
as magoas
os medos
as vozes ríspidas
os dias sem cor

Guardo as lembranças da morte
afogada
e o ar lentamente ia me sendo tirado
sufocada

Guardo a lembranças dos algozes
os que me tiraram a vida
com os quais purguei meus carmas
e de repente... quase tudo era escuridão

Quase tudo era dor
Quase tudo me retia
me dominava
me prendia

Enfim morri
libertei o meu espírito
e fui encontrar-me com os meus
aonde os maus nao podem chegar
nem me ver

Mas ainda guardo
as lembranças da outra vida
e a morte me espreita agora
quer saber se eu quero

Nao quero!