quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ninguém lê mais poesia hoje em dia
são tantas informaçoes, tantos dados
é orkut, msn, e-mails em enxurrada
Acabaram com a poesia
nas relações
nos inícios e nos finais
e nos meios, que ficam assim
como caminhos sem flores,
sem palavras para guardar na lembrança
E as caixas de papéis, a serem revirados de vez em quando
para lembrar de quem fomos, o que sentimos
vao ficando vazias
vazias de pessoas
de sentimentos
de referências
Quem foi que escreveu isso mesmo?
quando foi?
quem fui eu?
slides me facilitam a leitura em mensagens digitalizadas
que com certeza vou esquecer
vão se apagar, junto com os modismos
com a memória do computador
Ninguém mais quer saber de ler poesia
de ser poesia
de olhar e tocar a vida com a lentidão e a paciencia do poeta
de sentir o poder das palavras
do som
do cheirinho de papel
do tempo que nao é perdido,
do tempo para encher o coração, para inspirar-se
para fazer-se grande
no instante do poema.