Ainda brigo para nascer
Da outra encarnação guardo ainda
as magoas
os medos
as vozes ríspidas
os dias sem cor
Guardo as lembranças da morte
afogada
e o ar lentamente ia me sendo tirado
sufocada
Guardo a lembranças dos algozes
os que me tiraram a vida
com os quais purguei meus carmas
e de repente... quase tudo era escuridão
Quase tudo era dor
Quase tudo me retia
me dominava
me prendia
Enfim morri
libertei o meu espírito
e fui encontrar-me com os meus
aonde os maus nao podem chegar
nem me ver
Mas ainda guardo
as lembranças da outra vida
e a morte me espreita agora
quer saber se eu quero
Nao quero!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
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